Economistas analisam que medidas devem amenizar os impactos do tarifaço também nas médias e pequenas empresas

Thatiany Lucena

FONTE: DP

Os critérios para a priorização de empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, que integram as medidas do plano “Brasil Soberano” foram publicados nesta terça-feira (26), no Diário Oficial da União (DOU), pelo Ministério da Fazenda. De acordo com economistas, apesar das incertezas econômicas, as medidas devem também contemplar pequenas empresas afetadas pela tarifa. A economista e professora do centro universitário UniFBV Wyden, Amanda Aires, aponta que essas medidas devem suprir as necessidades das empresas mais afetadas pelo tarifaço. “Muito provavelmente as pequenas e micro empresas, incluindo os MEIs, vão ter prioridade na hora de fazer esse alongamento de crédito. O que a gente espera é que essas medidas emergenciais reduzam o risco para as empresas afetadas”, aponta.

Amanda destaca ainda que outro ponto relevante a ser considerado é que ainda não há um detalhamento de como esses créditos devem ser acessados, pois essas medidas ainda devem ser regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A economista e professora do centro universitário UniFBV Wyden, Amanda Aires, aponta que essas medidas devem suprir as necessidades das empresas mais afetadas pelo tarifaço. “Muito provavelmente as pequenas e micro empresas, incluindo os MEIs, vão ter prioridade na hora de fazer esse alongamento de crédito. O que a gente espera é que essas medidas emergenciais reduzam o risco para as empresas afetadas”, aponta.

Amanda destaca ainda que outro ponto relevante a ser considerado é que ainda não há um detalhamento de como esses créditos devem ser acessados, pois essas medidas ainda devem ser regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo a portaria do Ministério da Fazenda, terão condições mais favoráveis de financiamento as empresas menores e as mais expostas às tarifas dos EUA. O texto prevê que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publique uma tabela de produtos afetados pelo tarifaço.

Com isso, terão prioridade no acesso ao programa, as empresas cujas exportações aos EUA representem mais de 5% de seu faturamento total nos 12 meses entre julho de 2024 e junho de 2025. Além disso, as empresas nas quais as vendas para os Estados Unidos sejam iguais ou superiores a 20% do faturamento no período terão condições mais vantajosas nas linhas de crédito. A medida também oferece condições mais favoráveis às pequenas e médias empresas, incluindo microempreendedores individuais com receita bruta anual inferior a R$ 300 milhões.

Medidas em Pernambuco

Nesta semana, o governo federal regulamentou a compra de alimentos com exportações afetadas pelo tarifaço. Na medida, foram incluídas a manga e a uva, produtos pernambucanos, do Vale do São Francisco, que se destacam nas exportações ao país norte-americano. De acordo com a medida, os alimentos deverão ser destinados a programas de abastecimento alimentar como na merenda escolar e hospitais.

Até o momento, o governo de Pernambuco não divulgou como será desenvolvido essa medida no estado, inclusive o impacto da ação federal nos produtores pernambucanos afetados pelo tarifaço. A expectativa é que ocorra, nesta quarta-feira (26), uma reunião entre representantes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e Incra, em Petrolina, para definir mais detalhes sobre o apoio aos produtores e exportadores do setor de fruticultura.

*Com informações da Estadão Conteúdo

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