O novo cenário afeta diretamente economias como a brasileira, que precisam lidar com maior insegurança jurídica e barreiras comerciais no comércio global
De Recife
CEO do Movimento Econômico
patricia.raposo@movimentoeconomico.com.br / FONTE: ME
O enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente após a paralisação de seu sistema de solução de controvérsias, está provocando uma mudança estrutural nas relações econômicas internacionais.
O sistema multilateral moderno, consolidado no século XX com a criação da Liga das Nações, da Organização das Nações Unidas (ONU), do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e, posteriormente, da OMC, está definhando.
O multilateralismo — forma de cooperação internacional na qual vários países atuam conjuntamente com base em regras, instituições e objetivos comuns — vem sendo cada vez mais substituído por decisões unilaterais das grandes potências. Esse processo provoca uma mudança estrutural no comércio global.
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O novo cenário afeta diretamente economias como a brasileira, que precisam lidar com maior insegurança jurídica, barreiras comerciais mais rígidas e a necessidade de diversificar mercados. Também exige que as empresas se adaptem a novas exigências regulatórias, reduzam a dependência de destinos específicos e se preparem para uma ordem econômica mais fragmentada.
Foi para discutir os impactos dessa transformação sobre o Brasil e o mundo que o Movimento Econômico conversou com Luciano Buchatsky, advogado, sócio do escritório Buchatsky e Marques Advogados e especialista em direito aduaneiro, comércio exterior e direito tributário. O podcast vai ao ar neste sábado, no canal do portal no YouTube.
Buchatsky analisa a profunda crise que atingiu o Órgão de Apelação da OMC a partir de 2019, deixando-o paralisado desde então. A situação decorre de uma ação dos Estados Unidos, que vêm bloqueando a nomeação de novos integrantes. Sem uma instância final plenamente operacional, as disputas comerciais permanecem sem solução definitiva, abrindo espaço para o aumento da influência das maiores potências.
É nesse contexto que devem ser analisadas as novas tarifas impostas ao Brasil pelo governo de Donald Trump. O impacto vai além do encarecimento das mercadorias: afeta a segurança jurídica e a própria capacidade de países como o Brasil defenderem seus interesses em um sistema internacional baseado em regras.
Comércio com Europa
O avanço do protecionismo também ocorre na Europa, por meio de exigências sanitárias, ambientais e técnicas. Nesse cenário, acordos como o tratado entre o Mercosul e a União Europeia ganham importância por ampliarem os destinos das exportações e reduzirem a dependência de mercados específicos. No entanto, o acesso ao mercado europeu dependerá de alguns fatores analisados no podcast.
O entrevistado também explica como os exportadores brasileiros devem se posicionar diante de um comércio internacional mais fragmentado e imprevisível, marcado por uma polarização crescente entre países e blocos econômicos.
Até onde esse processo pode avançar? Quais acontecimentos geopolíticos podem alterar esse cenário? Acompanhe a entrevista e conheça as análises do especialista.
Licitação I
A Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) abriu licitação para contratar uma empresa de engenharia responsável pela construção de uma Escola Técnica de Saúde e Inovação no antigo terreno do Colégio Americano Batista, no Recife. A abertura do processo está marcada para 21 de agosto de 2026, às 10h. O edital e os anexos estarão disponíveis a partir de 30 de julho nos portais de Compras Públicas e da Cehab.
Licitação II
O DER-PE abriu licitação para contratar uma empresa responsável pela supervisão e fiscalização das obras da terceira faixa da PE-060. Os serviços abrangerão trechos entre os quilômetros 57,01 e 71,20, com extensão total de 3,95 quilômetros. O valor máximo estimado da contratação é de R$ 1.036.596,42. A disputa ocorrerá em 18 de setembro de 2026, às 10h, pelo portal Compras.gov.br.
TOTVS
A transformação digital da Logística será um dos temas centrais da participação da TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, na Multimodal Nordeste 2026. Durante o evento, que acontece de 4 a 6 de agosto, no Recife Expo Center, a companhia apresenta seu portfólio de soluções voltado à gestão da cadeia de suprimentos.
Energia
Mesmo com a expansão do mercado livre de energia, o custo da eletricidade ainda pressiona a indústria brasileira. Segundo a CNI, dois terços das empresas afirmam que a alta da energia afetou os custos de produção nos últimos 12 meses.
Entre as indústrias que migraram para o mercado livre, 73% registraram redução nas tarifas, principalmente entre 10% e 20%.
Pegada de carbono
O Grupo Amarante, proprietária de vários hotéis no litoral de Alagoas, anunciou que entre 2024 e 2025, a rede reduziu em 18% na pegada de carbono por hóspede, o que evitou a emissão de 811 toneladas de gases na atmosfera.
Plaza
Com investimentos de R$ 400 mil, a Browbar ampliou sua operação no Plaza Shopping, dobrando sua a área física.
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