Capacitação, inclusão e diversidade estão transformando o setor, abrindo novas oportunidades para as profissionais

Por Redação / FONTE: BLOG DO FRIO

Os segmentos que compõem o AVAC-R vivem uma transformação significativa, impulsionada pela ampliação da participação feminina em uma área historicamente dominada por homens. Mais do que uma questão de representatividade, a inclusão das mulheres tem se consolidado como uma estratégia capaz de gerar ganhos em inovação, produtividade e competitividade.

Organizações nacionais, como Abrava e Asbrav, e internacionais, como Ashrae, vêm há anos reforçando que equipes mais diversas tendem a apresentar melhores resultados, contribuindo para o fortalecimento das empresas e para a modernização do setor.

No Brasil, iniciativas vinculadas ao Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), alinhadas às diretrizes do Protocolo de Montreal e da OzonAction da ONU, têm desempenhado papel fundamental nesse processo. A promoção de cursos, campanhas de sensibilização e materiais educativos busca ampliar o acesso das mulheres às atividades técnicas de refrigeração e climatização, incentivando sua entrada e permanência em um mercado que enfrenta desafios relacionados à renovação da mão de obra qualificada.

Dados apresentados pelo World Economic Forum apontam que a diversidade de gênero pode elevar significativamente a capacidade de inovação das organizações, além de melhorar a tomada de decisões e reduzir a escassez de profissionais especializados.

A partir dessa constatação, empresas do setor já adotam medidas para tornar os ambientes de trabalho mais inclusivos, investindo em infraestrutura adequada, equipamentos de proteção individual adaptados, políticas de combate à discriminação e programas de desenvolvimento profissional voltados às mulheres.

A qualificação tem sido um dos principais motores dessa mudança. Em diferentes estados brasileiros, turmas exclusivas para mulheres vêm sendo realizadas por instituições como Senai e IFBA, muitas vezes em parceria com entidades representativas do setor. Essas iniciativas oferecem um ambiente acolhedor para a formação técnica e ajudam a fortalecer a confiança das participantes, que posteriormente passam a integrar também as turmas mistas e o mercado de trabalho. Os resultados já podem ser observados em estados como São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Embora as mulheres ainda representem uma parcela reduzida dos profissionais formados pelo PBH, em torno de 5% dos mais de 17 mil profissionais formados nos seus cursos até 2025, a tendência é de aumento contínuo. O número acompanha a média de campo estimada pela Abrava, mas a tendência é de crescimento acelerado, já que a realização das turmas exclusivas comprovou aumentar o interesse e a confiança das mulheres em se inscreverem também nas turmas mistas regulares.

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