Sétima edição do evento reuniu profissionais para debater como a refrigeração impacta a qualidade dos alimentos, a saúde pública e a confiança do consumidor

Por Redação FONTE: BLOG DO FRIO


Especialistas da indústria, do varejo, do ensino técnico e do food service discutiram inovação, qualificação e boas práticas ao longo da cadeia do frio | Fotos: Marcelo Moscardi

Mais de 150 profissionais participaram do VII Seminário de Refrigeração Comercial e Industrial da Abrava, realizado em 23 de junho, no auditório da FIESP, em São Paulo. Com o tema “Refrigeração aplicada à segurança dos alimentos”, o encontro reuniu especialistas da indústria, ensino técnico, varejo, food service, transporte refrigerado e cadeia de abastecimento para discutir o papel da refrigeração na qualidade dos alimentos, na saúde pública e na confiança do consumidor.

Promovido pelo Departamento Nacional de Refrigeração Comercial e Industrial da Abrava, o seminário reforçou que a refrigeração vai além da conservação, sendo estratégica para garantir segurança dos alimentos, reduzir desperdícios e preservar a qualidade dos produtos ao longo da cadeia do frio.

O presidente do DN Abrava, Mauro Gomes, destacou que o evento superou as expectativas e evidenciou o impacto da refrigeração no cotidiano da população. A vice-presidente do Conselho Administrativo da Abrava, Priscila Baioco, ressaltou a importância da qualificação profissional, da diversidade e das parcerias com MMA, PNUD, UNIDO e GIZ, relacionadas ao Protocolo de Montreal e à Emenda de Kigali. Já o presidente do Sindratar-SP, Pedro Evangelinos, incentivou o compartilhamento de conhecimentos e boas práticas.

Ao longo da programação, foram discutidos temas como controle de temperatura, monitoramento contínuo, eficiência energética, manutenção, qualidade do ar, rastreabilidade e prevenção das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs).

A palestra de abertura foi conduzida pelo diretor da Escola Senai Oscar Rodrigues Alves, Prof. Eduardo Macedo, com o tema “Da Av. do Estado para o Estado de São Paulo: formando refrigeristas e dando suporte à segurança dos alimentos”, destacando a contribuição da educação profissional para a competitividade da indústria.

Walter Murback, da JBS/Friboi, abordou a aplicação da refrigeração na cadeia de abate bovino, enfatizando o controle de temperatura como barreira contra microrganismos. Mauricio Barbosa Jr., da Coldblock, e Mauricio Barbosa Neto, do Assaí Atacadista, mostraram como falhas silenciosas na refrigeração geram perdas no varejo alimentar e reforçaram a importância da gestão da cadeia do frio.

Lucas Fugita, da Chemours, apresentou o tema “Gestão de Fluidos Refrigerantes: Garantia da Qualidade e Segurança dos Alimentos”, destacando a importância da escolha, manutenção e prevenção de vazamentos para evitar riscos de contaminação e perdas operacionais.

No período da tarde, Viviane Cremaschi, do Senai, destacou a necessidade de profissionais preparados para atuar com ferramentas digitais, automação e análise de dados. Raphael Kanzler, da ThermoStar, mostrou a relevância do transporte refrigerado e do monitoramento contínuo para evitar perdas e riscos sanitários.

Representando a Nestlé, Roberto Meira Jr. abordou a confiabilidade térmica, o monitoramento de temperatura e a qualidade do ar como fatores essenciais para a segurança dos alimentos. A nutricionista Fabiana Borrego apresentou o papel da refrigeração na gastronomia, ressaltando a preservação das características sensoriais e a proteção biológica dos alimentos. Encerrando as apresentações, Marcelo Rondina, da Heineken, demonstrou como manutenção, inspeção e controle operacional contribuem para a eficiência energética e a qualidade dos alimentos e bebidas.

Segundo Luiz Villaça, vice-presidente do Departamento Nacional, o fortalecimento da cadeia do frio depende da combinação entre inovação, boas práticas, manutenção adequada e formação técnica contínua.

O evento também contou com duas mesas-redondas, mediadas por Mauro Gomes e Lucas Fugita, que ampliaram os debates sobre oscilações de temperatura, integridade dos alimentos congelados e conscientização dos consumidores. Os participantes destacaram que a segurança dos alimentos depende da atuação integrada de fabricantes, operadores logísticos, varejistas e consumidores.

Outro tema recorrente foi a escassez de mão de obra qualificada. Representantes da indústria, do ensino técnico e das empresas de serviços defenderam maiores investimentos em capacitação, treinamento prático e desenvolvimento profissional para acompanhar a evolução tecnológica e as exigências do mercado.

Ao final do encontro, prevaleceu o consenso de que garantir a segurança dos alimentos exige tecnologia, processos eficientes e profissionais cada vez mais qualificados. O conteúdo completo está disponível no canal oficial da Abrava no YouTube.

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